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17 setembro 2018 Todas as unidades

Setembro Amarelo: Pró-Criança debate a prevenção do suicídio

Para marcar o Setembro Amarelo – mês de prevenção do suicídio – o Movimento Pró-Criança promoverá, nesta quarta-feira (19), uma manhã de atividades para discutir o tema com adolescentes atendidos pela instituição. O evento será realizado a partir das 9h, no Teatro Maurício de Nassau, que fica no prédio anexo à unidade da ONG no Recife Antigo.

No início da manhã, os jovens participarão de um encontro informativo que será coordenado pelo representante do Centro de Valorização da Vida (CVV) no Recife, Roger Bravo. O voluntário conduzirá o debate focando em temas presentes no dia a dia dos adolescentes, como os desafios virtuais que promovem a automutilação e estimulam a morte, a exemplo do jogo da boneca Momo.

De acordo com a gestora da unidade Recife Antigo, Milena Beatrice, a ação deve beneficiar 80 adolescentes. “O nosso objetivo é alertar jovens com idade a partir dos 12 anos sobre os perigos desses jogos e os riscos da desinformação no uso da internet. O que vemos nesses casos de baleia azul ou boneca Momo não são brincadeiras, são jogos sérios que levam à morte”, afirmou.

Após o debate sobre o suicídio e as formas de preveni-lo, os adolescentes acompanhados dos educadores do Pró-Criança e animados pelo maracatu da ONG farão um cortejo pelas ruas do Recife Antigo. “O intuito é chamar a atenção da sociedade para o Setembro Amarelo. Nosso cortejo será encerrado no Marco Zero onde daremos um grande abraço simbólico na nossa cidade”, disse Milena.

Combate ao tabu

Criado em 2015, o Setembro Amarelo busca conscientizar a sociedade para a necessidade de acabar com o tabu em torno do suicídio a partir da discussão constante do tema. Números oficiais do CVV, Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) revelam que 32 brasileiros cometem suicídio por dia, taxa superior às vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer.

Segundo as entidades, o suicídio tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. A esperança é o fato de que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos.

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